sábado, 23 de maio de 2015

Fast View: CHAPPiE

CONTÉM SPOILERS

"Chappie is gonna crush THE man." Not A man, THE man.

Diálogos simples e overclarification no roteiro, mas pra quem curte humanização de inteligencias artificiais, Chappie é uma boa pedida pois trás boas discussões e diverte. Chappie criança é algo completamente adorável. Os maneirismos que ele incorpora e todo o tracolejo corporal são fantásticos. Curti muito. Em especial, adorei o terceiro ato, e dificilmente imaginava que podia torcer contra um personagem interpretado por Hugh Jackman.

Vibrei muito com a ideia de colocar a consciência de Deon em um robô. Vibrei mais com o salvamento da consciência de Chappie. Vibrei mais ainda com o backup da consciência de Yo-Landi no estilo Lucy's pendrive. Aliás, o twist onde Yo-Landi decide salvar Ninja me surpreendeu. Achei linda a fotografia desse momento. Aliás (2), toda a arte (grafites) e música foram interessantes. Curiosas ao meu ver, e legais pela diversidade e intensidade de cores. A banda sul-africana de rap-rave Die Antwoord incorporou bem suas características peculiares ao filme. Aliás (3), conheci a banda através do filme.

O querido Blomkamp já confirmou que seus filmes estão num universo compartilhado? :D

Fast View: Mad Max - Fury Road

Por que não intitular esse entretenimento empoeirado e cheirando a gasolina como Imperator Furiosa: pra quê Max?

Fui seco (ansioso) para este filme e não saí completamente satisfeito, porém, quando tiver bluray, vou rever. Toda a internet está pirando, mas eu não vi essa Aqua Cola toda não. Achei o inicio bem corrido (sem trocadilhos) e com uma ação confusa. Porém após certo momento, tudo fluiu melhor pra mim. O fato de que boa parte do filme se passe num determinado ambiente é fantástico. E quanto mais personagens como Furiosa, melhor.

Curti todo o visual e cultura desse futuro distópico. Verei as sequências sim, porque o som (barulho) estava excelente e os personagens são muito lokos! Preciso de uma réplica daquele carro de som eletrizante. Punk.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

The Legend of Korra 4x12-13: Day of the Colossus - The Last Stand


Compreender o sofrimento alheio é um grande aprendizado.

Lembra quando A Lenda de Aang foi exibido pela antiga TV Globinho? Então, tenho resquícios de memória dessa época. Lembro de brincar de dobrar os elementos, de treinar as posições de dobra sozinho, de vibrar com a ação, de me encantar com a qualidade técnica da animação e trilha sonora, de rir muito com os personagens, e de admirar toda a cultura apresentada. Não lembrarei datas, mas com a idade que tinha quando assistia pela TV, não seria capaz de colocar em palavras tudo o que pensava ao assistir ao desenho, que hoje chamo de animação.

MasterChef Junior 2x07: The Finale


Fumaça e nitrogênio, como pode?

Chegou ao fim mais uma temporada de MasterChef Junior. Assim como na anterior tivemos mais crianças talentosas que fazem pratos impressionantes para sua idade. Eu, mais velho, não conseguiria atingir o nível de qualidade e originalidade que aqueles jovens competidores atingem semanalmente e com o tempo que tem.

Nessa temporada eles deram 16 oportunidades, 4 oportunidades a mais do que na temporada passada, e continuaram com a eliminação em duplas, o que eu acho bacana pois a criança não sai sozinha e a temporada não dura tanto, abrindo novas oportunidades para a próxima.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Black Mirror - White Christmas



CONTÉM SPOILERS

Sabe onde eu tô? No chão, abaixo de quilos de neve, trincando como vidro, de frio e admiração. Que história fantástica senhores! Minha expectativa estava no teto, pois Black Mirror é sinônimo de qualidade, surpresa, reflexão, ficção científica, açúcar, tempero, e tudo que há de bom! A nova tecnologia apresentada nesse especial é fantástica! Enxergo como uma proposta avançada do grão, que além de gravar imagens e sons, gera um clone digital. Vimos o uso pessoal e coletivo.


O pessoal me pareceu mesquinho e violento. Violento por conta do choque inicial e falta de sensibilidade com o clone. Mas como não achar violento? Como desligar a associação com um ser humano, ou inteligente? BM questionando o que é ser humano, ou inteligente, ou orgânico... Quem não merece sofrer? Linhas de código? Animais? Plantas? Quem tem vida? Perguntas mil!


sábado, 18 de outubro de 2014

O Doador de Memórias (2014)

CONTÉM SPOILERS


Ual. Estou surpreso. Nós, humanos, vivemos no equilíbrio do bom e do ruim. A vida é composta pelos extremos. Na minha inexperiência, só vivemos quando reconhecemos a existência dos extremos e algumas das inúmeras variáveis que existem em cada extremo. Ninguém falou que viver é bom, e tbm ninguém falou que viver é ruim, ou falou e eu não ouvi? Viver, apenas, é. Vc deve determinar sua vida, e qualquer coisa diferente disso não me parece vivo. Minha duas dicas são, saiba o máximo que puder, e siga dicas se vc quiser.

Refletir sobre o que é viver. Essa é reflexão que o filme me proporcionou. A sociedade de Jonas é funcional? É, enxergar problemas é um exercício individual e que evolui para o coletivo. Jonas a viu como errada, a personagem de Maryl Streep, não. E eu, como vi? Vi como uma sociedade que desistiu de tentar e impede que os novatos tentem. Essa segunda parte não me é justa. Entendi que, em certo momento antes da criação dessa sociedade, os humanos reconheceram que não conseguiriam obter igualdade para todos, mas como todo bom ser humano que tem esperança, conservaram ao menos um para que um dia pudessem restabelecer o que de bom tem em viver. Não vou ser babaca em dizer que eles não estavam vivendo pois é um conceito individual. Mas, não estavam. #troll


sábado, 20 de setembro de 2014

Seres humanos transcendentais da Terra



CONTÉM SPOILERS


Não foi tão ruim quanto eu achava que seria. A história segue bem até certo ponto, mas depois que Will atinge Brightswood a ambição das ideias é tanta que abre espaço para diversos questionamentos e percepção de potenciais incoerências. Quando Will chega no ponto de controlar a matéria eu o vi como Deus. Onisciente, onipresente, onipotente. E por vê-lo assim cogitei que ele perdeu sua natureza humana, seu emocional, tornando-se completamente racional. E é isso o que Hollywood sempre prega para seus personagens muito inteligentes.

Mas isso provou-se errado. Durante todo o filme os humanos cogitaram que o Will que eles conheciam não era o mesmo que a inteligência artificial, por isso agiram como agiram. Mas se Will tivesse sido claro como foi com sua mulher no leito de morte, creio que nada daquela confusão e sacrifício teria ocorrido. Pra mim, aí mora uma incoerência. Em grande parte do tempo ele pareceu muito manipulador, daí o medo e o incômodo de quem não compartilha do mesmo poder. Hoje não temos esse tipo de poder acessível, palpável, visível... Talvez por isso não nos unimos em nome de um bem comum.