domingo, 25 de novembro de 2012

Sobre The Walking Dead: The Game


The Walking Dead...
(suspiros)

Ontem (25/11) joguei The Walking Dead: The Game. O jogo aborda a jornada de alguns (novos) personagens no universo de The Walking Dead. Não vemos Rick, ou Lori, vemos apenas novos sobreviventes tentando sobreviver. O personagem que você controla no jogo é Lee Everett, um condenado por assassinato. A caminho da cadeia Lee está no carro de um policial e eles sofrem um acidente de carro. Alguns eventos acontecem. Lee encontra uma garotinha, seu nome é Clementine (dá uma pena dela no jogo, ela é muito fofinha, com uma voz fininha, toda pequenininha). Assim os dois começam uma jornada para tentar sobreviver ao novo mundo.

Da esquerda para direita: Lee, Clementine, Hershel, Gleen, Lilly.
Os conhecidos no game são Hershel Greene, Gleen, e Lilly (que num primeiro momento ia ser a mesma da HQ e da Lilly em A Ascensão do Governador, clique aqui, e agora não será mais. ¬¬).

Trailer



O jogo é uma aventura de terror em point-and-click (você apenas clica e aperta teclas) com foco na resolução de problemas, em vez de combate. Diferente de jogos de temática zumbi como Left for Dead, The Walking Dead: The Game foca em contar uma história (tipo um dos webisodes), considerando que você é quem irá "escrevê-la", ou seja, suas ações influenciam no que você irá jogar. Isso chama minha a atenção. O visual do jogo é incrível! O jogo inteiro tem o traço característico dos quadrinhos, parece uma HQ em movimento. É lindo.


O jogo é composto por 5 episódios. O primeiro chamado A New Day (Um novo dia), o segundo chamado Starved for help (Famintos por ajuda), o terceiro chamado Long Road Ahead (Long Estrada pela frente), o quarto chamado Around Every Cornar (Por todo canto) e o quinto, e último, chamado No Time Left (Não Resta Tempo). Os títulos estão em tradução livre.

O jogo funciona, como já foi dito, como um webisode que conta a história de outros sobreviventes (tipo o livro do Governador), e é isso que confirma minha admiração pelo universo de The Walking Dead. Não que Robert Kirkman seja um gênio, mas ele conseguiu (mesmo que não intencionalmente) pegar um universo "conhecido" e aumentá-lo. O que o Robert fez foi não individualizar a história em apenas algumas pessoas, muito pelo contrário, acredito que a intenção dele não seja de contar a história de Rick Grimes (atualmente o protagonista) e suas aventuras com altas confusões junto a sua galerinha do barulho, mas sim de mostrar um sobrevivente em certas situações.

O que quero dizer, se é que ficou mal explicado, é que o universo de The Walking Dead é possível para muitos personagens e muitas situações de moral, ética, decisões difíceis, sobrevivência, conflitos de interesse e outras situações. E o barato do jogo é passar as decisões para o jogador. Diferente do espectador, que só assiste as decisões de outros, o jogador terá a responsabilidade das escolhas, que acredite você ou não, podem definir o carácter de um sobrevivente (você) perante aquele apocalipse.

Outra prova que The Walking Dead transcendeu a HQ é o seriado que está bombando (o que faz a HQ se popularizar), a série de livros abordando o Governador e a encomenda de uma segunda temporada para o jogo. Sim! Se você curtiu a primeira temporada (com 5 episódios) do game, é só esperar que a Telltale (desenvolvedora do jogo) está preparando a segunda temporada!

A falta de muita ação (como pegar uma shotgun e sair matando zumbis) pode decepcionar alguns jogadores. Mas se você for jogar, jogue sabendo que você está ali para conhecer uma nova história, e até de testar sua capacidade de julgamento. Aposto que você, já que está lendo este post, já se imaginou num apocalipse zumbi e tem mais ou menos uma ideia de como vai sobreviver. Se você tem esse pensamento é aí que te aconselho a jogar, pois você terá um tipo de experiência no quesito "decisões".

Por fim, só gostaria de finalizar dizendo que The Walking Dead não é uma história genial, mas também não é  só mais uma história de zumbis, a abordagem do comportamento humano perante certas situações transformam um apocalipse zumbi clichê (com armas e muito sangue) em algo passível de ser verídico. O jogo é dramático, mas é aquele bom drama (que te deixa triste e com pena dos personagens), e não aquele drama Crepúsculesco onde você caga para uma menina escrota e um ser que se diz um vampiro hétero.

The Walking Dead: The Game está disponível para as plataformas PCs, PlayStation Network, Xbox Live Arcade, Mac e iOS. Tem um site legal chamado Kickass Torrents, conhece? Não? Clique aqui.

(página americana)

P.S.: Fiquei bolado (triste/emocionado) com final do jogo. 
P.S.: Larry... Que raiva que senti ao longo do jogo com esse puto.
P.S.: Estou jogando do zero para mudar minhas escolhas e ver o resultado.